Crie um produto para quem está num momento de transição

Durante minha experiência construindo comunidades, sempre ouvi de organizadores e produtores digitais a mesma preocupação: “Se eu nichar muito, vou afastar muitas pessoas que poderiam entrar”. De fato, essa sensação de perder oportunidades é muito real. Mas será que criar algo genérico realmente funciona? Ou será que focar em quem está em transição é o segredo para um produto mais forte e relevante?

O medo de nichar e o exemplo das mães de primeira viagem

Eu percebi, nos primeiros projetos de comunidades digitais, uma resistência enorme dos fundadores em delimitar seu público. Recentemente, acompanhei a história da Ana, que queria montar um grupo de apoio parental. Inicialmente, sua ideia era reunir mulheres interessadas em maternidade. Mas, analisando mais a fundo, notei que o grupo só ganhava energia quando as participantes eram mães de primeira viagem.

Foque em quem está passando por algo novo e busca respostas.

A hesitação de limitar o espaço para “mães de primeira viagem” parecia, à primeira vista, fechar portas. No fim, foi justamente isso que aumentou o engajamento. Elas tinham dúvidas parecidas, desafios simultâneos e, principalmente, estavam dispostas a se envolver e criar vínculos.

Por que pessoas em transição carregam mais energia?

Ao longo dos anos, cheguei à conclusão de que quem está motivado a mudar ou aprender, busca conexão de verdade. Pessoas nesse estágio não querem apenas consumir conteúdo por consumir, mas se engajam em cursos, eventos e comunidades para transformarem suas realidades. E isso é algo que observei repetidas vezes nas plataformas como a Scarf, quando produtores e empresas focam em membros ideais em estágio de mudança.

Tais participantes:

  • Chegam com sede de aprender
  • São abertos a compartilhar erros e acertos
  • Enxergam valor em interações genuínas
  • Investem tempo (e muitas vezes dinheiro) para acelerar sua adaptação
  • Criam laços que tornam o grupo mais coeso

Isso vale para diferentes contextos:

  • Profissionais recém-chegados a uma área
  • Pessoas migrando de cidade
  • Famílias em fase de mudança
  • Empreendedores lançando um novo negócio
  • Colaboradores assumindo novos cargos

Grupo de pessoas sentadas em círculo com blocos de notas, conversando e sorrindo em ambiente acolhedor

No meu ponto de vista, essas fases de transição são terreno fértil para a formação de comunidades vivas, dinâmicas e úteis de verdade.

Energia que contagia: identificando seu membro ideal

Ao criar um novo produto ou curso, penso muito em quem traz energia e faz a roda girar. É fácil se seduzir por números altos e querer aumentar a base de inscritos a qualquer custo. Porém, os membros que verdadeiramente movem sua comunidade para frente são aqueles que vivem a sensação do “e agora?”

Quando conduzi workshops para profissionais recém-chegados em grandes cidades, percebi imediatamente diferenciar aqueles em busca de sentido dos que estavam apenas “passando por ali”. Ali, ficou claro que:

  • O nível de participação deles era maior
  • Eram os primeiros a sugerir encontros presenciais ou tirar dúvidas no chat
  • Mantinham contato mesmo após o fim dos encontros oficiais

Essas pessoas se transformam, inclusive, em motivadores do próprio grupo. O entusiasmo é contagiante. Facilita o aprendizado coletivo e a criação de senso de pertencimento.

Mentores e a evolução orgânica da comunidade

Outro fenômeno que presenciei foi o surgimento espontâneo de mentores dentro dessas comunidades. Quando o espaço estava consolidado, membros que já haviam passado pela transição muitas vezes se voluntariaram para ajudar os novatos. Mentores eram fundamentais para:

  • Encurtar a curva de aprendizado dos recém-chegados
  • Oferecer apoio emocional ao lembrar que eles também já estiveram inseguros
  • Inspirar outros a colaborarem mais ativamente

No caso da plataforma Scarf, vejo constantemente a função de mentoria sendo valorizada, onde módulos especiais ou encontros são destinados exclusivamente a essa troca. Isso aumenta não apenas o valor do curso, mas o senso de comunidade.

Pessoa explicando em lousa digital com grupo de pessoas atentas em laptops ao redor

Ambientes dinâmicos geram novas oportunidades

Sempre me fascina o quanto ambientes bem desenhados para pessoas em transição criam oportunidades novas que eu mesmo não tinha previsto. Em grupos formados por recém-formados em busca do primeiro emprego, por exemplo, surgiram iniciativas espontâneas como grupos de estudos, parcerias profissionais e até projetos colaborativos.

Alguns exemplos do que já presenciei:

  • Eventos temáticos conduzidos pelos próprios alunos
  • Espaços digitais para networking em horários flexíveis
  • Calendários de desafios semanais para estimular ação
  • Mapas de recursos locais criados coletivamente

Esses movimentos só nasceram porque as pessoas ali sentiam necessidade real de se ajudar, derivada do fato de estarem todas enfrentando algo novo. E como resultado, a participação aumenta organicamente.

Criadores que querem estruturar um produto do zero, seja um curso, uma comunidade ou evento híbrido, encontram caminhos mais naturais de crescimento quando dão protagonismo a membros ideais nesse momento de vida. Recomendo inclusive navegar pelos conteúdos em comunidades digitais da Scarf para se inspirar em exemplos reais de formatos e dinâmicas.

Conteúdo em qualidade, não quantidade

Pare por um instante e reflita: você realmente precisa criar conteúdo todos os dias para manter seu projeto vivo? Na minha experiência, menos é mais – se o grupo certo está reunido. O engajamento espontâneo de quem está em transição reduz a pressão de ser a única fonte de novidade o tempo todo.

Costumo criar áreas de interação sobre aquilo que realmente dói ou empolga naquele grupo. Isso serve como partida para discussões profundas e, ao mesmo tempo, é espaço para as pessoas se ajudarem e se identificarem. A plataforma Scarf, por exemplo, oferece recursos de gamificação e fóruns personalizados que facilitam esse tipo de conexão, poupando tempo e energia do criador.

Há várias referências nesses próprios materiais sobre educação digital que mostram como é possível desenhar jornadas customizadas para perfis em diferentes tipos de transição. Fundamentar o produto nesses dados e experiências reais fortalece a entrega.

Exemplos práticos e inspiração

Para inspirar quem está nessa jornada de criação, gosto de revisitar histórias como a do Gabriel, que após mudar para outra cidade, criou uma comunidade para recém-chegados compartilharem dicas locais, oportunidades de emprego e eventos de integração. O resultado? Crescimento orgânico, alto nível de participação e muitos participantes se tornando líderes e mentores.

Outro caso que aprendi acompanhando canais de discussão: projetos em que especialistas de determinados segmentos atuam como facilitadores para grupos de novatos, criando trilhas de conteúdo e propondo ciclos de aprendizado. Se quiser buscar ainda mais exemplos de metodologias de formação de comunidades e novos produtos personalizados, recomendo explorar posts como lições de comunidade e caminhos para inovar em cursos publicados dentro do blog da Scarf.

Também não deixo de indicar a busca por temas nichados relevantes através do buscador do blog Scarf, sempre que quero me atualizar sobre tendências ou identificar casos parecidos com o projeto em mente.

Conclusão: concentre-se em quem quer mudança e crie impacto autêntico

Ao longo da minha experiência, percebi que o crescimento saudável de uma comunidade ou produto digital depende do foco no membro ideal: aquele que está vivendo um momento de transição, aberto para conexões e disposto a colaborar. Eles movem o grupo, trazem novas ideias, engajam e transformam a experiência para todos.

Minha sugestão é abandonar a pressão da produção incessante de conteúdo e apostar na criação de espaços e produtos que ordenam energia de pessoas buscando novos caminhos. Essa abordagem, aliada a ferramentas flexíveis como as da Scarf, pode ser o diferencial de sucesso.

Convido você a conhecer mais sobre nossas soluções na Scarf e repensar agora mesmo seu próximo curso, comunidade ou evento, colocando no centro quem está pronto para participar e crescer junto.

Perguntas frequentes sobre produtos para quem está em transição

O que é um momento de transição?

Momento de transição é quando uma pessoa está mudando de fase de vida, trabalho ou aprendizados, como iniciar uma nova carreira, mudar de cidade, se tornar mãe ou assumir um novo desafio. Nessas situações, ela está mais aberta a converter incertezas em ação e busca apoio, conhecimento e conexão.

Como criar um produto para transição?

Para criar um produto destinado a pessoas em transição, identifique dores e desejos específicos daquele grupo, desenhe jornadas de aprendizagem, crie oportunidades para colaboração e envolva mentores mais experientes. Soluções como a Scarf podem ajudar a estruturar cursos, comunidades e eventos que favorecem essa interação.

Quais são os melhores produtos para transição?

Os melhores produtos geralmente reúnem: conteúdos práticos e aplicáveis, fóruns de discussão com histórias reais, eventos de integração, calendários colaborativos e trilhas de mentoria. A chave é promover troca de experiências e adaptabilidade.

Vale a pena investir em produtos para transição?

Sim. Quem está em transição valoriza produtos e experiências que acelerem seu desenvolvimento, tornando-se público fiel e promotor espontâneo da marca ou projeto. Esse grupo tende a engajar muito mais, criando até novas oportunidades para quem oferece o produto.

Onde encontrar inspiração para criar produtos?

Experiências de comunidades reais, depoimentos de membros em transição, análises de tendências em blogs como os da Scarf e participação em eventos do segmento são fontes ricas para inspiração. Recomendo sempre observar grupos segmentados e histórias marcantes.

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