Lançar um negócio digital, como um programa de assinatura ou um curso online, não depende de atingir milhares de pessoas logo de início. Essa é uma ideia que presenciei se repetindo em várias histórias de sucesso e também em projetos que ficaram pelo caminho. Muitas vezes, ao imaginar empreender na internet, pensamos em influenciadores com públicos gigantes, mas a verdade é bem diferente para quem está começando.
O que importa não é o tamanho da audiência, e sim a clareza sobre quem você quer reunir.
O segredo está em identificar o seu membro ideal, aquela pessoa certa, com necessidades e desejos reais, que está pronta para participar ativamente da sua comunidade.
O conceito do membro ideal
Ao refletir para quem você quer criar uma comunidade, aprendi uma fórmula simples e ao mesmo tempo poderosa: o membro ideal é um ser humano em transição, especialmente se estiver passando por uma dificuldade. Ou seja, alguém que procura mudanças, respostas ou um novo caminho. Essa transição pode ser pessoal, profissional, emocional ou de aprendizado.
A Scarf, plataforma brasileira para cursos, comunidades e eventos online, parte desse princípio: reunir, num só lugar, aqueles dispostos a se engajar e crescer juntos. Quando enxergo meus projetos sob essa ótica, vejo como tudo se torna mais direcionado e funcional.

Por que a transição importa tanto?
Indivíduos em momentos de transição tendem a buscar comunidades, cursos e informações de maneira mais ativa. Penso, por exemplo, em quem trocou de profissão, se tornou mãe ou começou a empreender ou estudar um novo assunto. Essas pessoas sentem necessidade de conexão, pertencimento e apoio, ingredientes que fortalecem qualquer comunidade digital.
Já vi projetos florescerem simplesmente porque conseguiram conectar essas pessoas que, até então, estavam isoladas em seus desafios. Não se trata apenas do conteúdo transmitido, mas de facilitar relações autênticas e relevantes entre os participantes.
A força de uma comunidade está nas conexões humanas, e não só no conteúdo.
Conectando pessoas em situações semelhantes
Outra coisa que me marcou ao construir comunidades foi perceber a potência de reunir pessoas que enfrentam dilemas parecidos. Compartilhar histórias, angústias e conquistas cria rapidamente um ambiente de confiança. Por experiência, vi círculos pequenos, de apenas 4 ou 5 pessoas, se tornarem fonte de motivação diária e aprendizado profundo.
Com a infraestrutura da Scarf, por exemplo, é simples criar espaços segmentados, fóruns e até eventos online para que membros interajam, gerando engajamento natural. Já escrevi sobre estratégias práticas para comunidades digitais em outros artigos do nosso blog, caso queira se aprofundar.
O segredo não está no conteúdo, e sim na experiência
Posso afirmar, com base em vivências e estudos em educação digital, que grandes comunidades não nascem de grandes conteúdos, mas sim de experiências marcantes. Um membro que se sente ouvido e aprende com seus pares tem vontade de ficar e de indicar sua comunidade para outros. Isso ativa um ciclo positivo de crescimento e engajamento, muito superior ao que campanhas de anúncios pagos costumam entregar no longo prazo.
Marketing boca a boca é imbatível quando as conexões fazem sentido.
Perguntas para identificar seu membro ideal
Gosto de trabalhar com perguntas práticas. Elas me ajudam a desenhar o perfil do meu membro ideal e orientar os próximos passos:
- Como essas pessoas descreveriam a si mesmas?
- Que tipo de tópicos fazem seus olhos brilharem?
- Que energia trazem para o grupo? São animadas, curiosas, reservadas?
- Quais dores ou desafios estão enfrentando neste momento?
- Quais transições são mais relevantes nesse contexto?
- Quem costuma trazer alegria ou energia positiva na convivência?
Essas respostas clareiam quem realmente se beneficiará do que você propõe, tornando todo processo mais simples e prazeroso.

Comece pequeno: o valor das primeiras conexões
Quando falo com quem quer construir comunidades, percebo certa hesitação por não ter “público suficiente”. Na verdade, uma comunidade forte pode nascer de um grupo pequeno, desde que as conexões sejam verdadeiras. Foi assim no meu primeiro projeto; cinco pessoas dispostas e em busca da mesma mudança já foram suficientes para criar um ambiente vibrante.
No início, foque seu tempo e energia em entender profundamente quem são essas pessoas, o que esperam e como podem se ajudar mutuamente. Ao fazer isso, você constrói raízes sólidas para crescer de forma orgânica, o famoso “boca a boca”.
Como identificar pessoas em transição?
Ao longo do tempo, notei alguns sinais que indicam quando alguém está passando por algum tipo de transição e, portanto, aberto a novas experiências:
- Participação ativa em fóruns, grupos ou redes sociais buscando soluções.
- Mudança recente de cidade, carreira, hábitos ou situação familiar.
- Relatos de dificuldade, cansaço ou desejo explícito de mudança.
- Busca por conteúdo específico, como tutoriais ou histórias inspiradoras.
Esses sinais surgem naturalmente, mas é importante aprendermos a observar e escutar com atenção.
Conhecimentos sobre automação e segmentação de mensagem, temas dos quais tratei em outras publicações, também podem ajudar nesse processo.
Foco nas pessoas, não apenas nos números
Se já existe uma audiência, o processo de reunir membros pode ficar mais fluido. Mas, mesmo nesse caso, vejo como faz diferença priorizar quem realmente deseja se envolver. Prefiro entender e ajudar dez pessoas profundamente do que ter cem pouco engajadas.
Na Scarf, inclusive, a integração de áreas de membros e ferramentas de comunicação facilita esse processo. Você consegue conhecer melhor quem participa, acompanhar interações e, assim, construir experiências personalizadas e inesquecíveis.
Benefícios reais de uma comunidade bem formada
Além do lado financeiro, que pode envolver assinaturas, vendas de cursos ou mentorias, há ganhos emocionais que considero imensuráveis: pertencimento, aprendizado coletivo e relações verdadeiras.
Já vi transformações que vão muito além dos números. As pessoas sentem-se parte de algo maior, compartilham conquistas e problemas, e enxergam valor real na sua experiência. Isso, por sua vez, gera crescimento orgânico e sustentável, como já mostrei no exemplo prático deste artigo.
Quando o boca a boca supera anúncios pagos
Investir pesado em anúncios pode atrair olhares, mas são as recomendações espontâneas que realmente trazem crescimento consistente para a sua comunidade. Em meus projetos, percebi que as pessoas conversam entre si sobre aquilo que realmente fez diferença em suas vidas. Experiências marcantes são compartilhadas naturalmente.
Uma comunidade satisfeita é o melhor anúncio que você pode ter.
Pense nas relações, não nas métricas
Para mim, o valor da comunidade está sempre nas relações criadas e na transformação que você pode proporcionar. Quando seus membros sentem que importam, eles permanecem e convidam outros que vivem situações semelhantes.
Esse é o caminho para resultados duradouros e crescimento autêntico, como abordo em outros relatos da nossa trajetória.
Conclusão: seu sucesso está no entendimento do membro ideal
Identificar e entender o membro ideal faz toda diferença ao criar uma comunidade digital relevante, seja do zero ou aproveitando uma audiência já existente. Pessoas em transição estão mais abertas, motivadas e dispostas a se ajudar e serem ajudadas. Relacionamentos verdadeiros criam ambientes de crescimento e pertencimento, gerando benefícios financeiros, emocionais e o tão desejado reconhecimento espontâneo.
Seja o espaço que as pessoas procuram no momento de mudança.
Se você sente que está pronto para criar sua comunidade digital e quer um espaço que une tecnologia, personalização e conexão verdadeira, a Scarf pode ser a parceira ideal para essa jornada. Conheça a plataforma, teste os recursos e comece a dar vida à comunidade que você idealiza!
Perguntas frequentes sobre como identificar o membro ideal
O que é um membro ideal de comunidade?
O membro ideal é aquela pessoa que mais se conecta com o propósito e o objetivo do seu grupo, geralmente alguém passando por uma transição, busca de solução ou oportunidade de crescimento. Ele é participativo, engajado e tem afinidade com os valores da comunidade.
Como identificar meu público-alvo digital?
Analise seu próprio perfil, pesquise histórias dos seus seguidores e use perguntas estratégicas, como: quais desafios enfrentam e o que esperam resolver? Observe comentários, mensagens e interações para encontrar padrões entre quem mais engaja com seu conteúdo.
Onde encontrar pessoas para minha comunidade?
Você pode encontrar interessados em redes sociais, grupos online sobre temas similares, eventos digitais e até indicando diretamente para conhecidos que se encaixam no perfil. Acompanhe fóruns, listas de e-mail e publique conteúdos específicos para atrair esse público.
Quais características buscar nos membros?
Procure pessoas abertas ao diálogo, colaborativas, que estejam dispostas a aprender e compartilhar. Aprendi que quem busca pertencimento, troca de experiências e tem vontade de crescer em grupo costuma fortalecer relações autênticas.
Vale a pena segmentar minha comunidade?
Sim, pois segmentar ajuda a entregar experiências e conteúdos mais relevantes, tornando o ambiente mais acolhedor e valioso para quem realmente precisa daquele espaço. Isso aumenta o engajamento e o sentimento de pertencimento.